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Malbec: a uva símbolo argentina de vinhos finos conhecida mundialmente

Cozinhei pelo menos três vezes em Buenos Aires. A cidade me fascina, a capital argentina tem o charme de cidades europeias só que na América do Sul. Algo me impressionou diretamente quando desembarquei pela primeira vez naquele país: o orgulho que o povo argentino tem por seus produtos de qualidade, seja o “dulce de leche” conhecido mundialmente; o típico doce alfajor – do qual fiz uma pesquisa minuciosa; a parrilla e, é claro, acredito que uma das maiores referências deles frente ao mundo: a potente uva Malbec da qual se elaboram grandes vinhos.

Sou um cara observador, detalhista. Às vezes um defeito em mim, às vezes uma qualidade. Dois grandes prédios de Buenos Aires tendo em suas fachadas um garrafa de vinho, em cada um, uma garrafa de pé de vinho de um dos maiores produtores argentinos, Luigi Bosca. De um varietal Malbec e umas inscrição com algo como o tipo “Orgulho de ser argentino”. Eles sabem fazer vinhos, mas principalmente da uva Malbec. Os argentinos aprenderam a domar a potente uva. O que antes eram vinhos potentes e para conhecedores acostumados com vinhos de caráter, hoje se encontram Malbecs macios, aveludados, alguns até com teor alcoólico de 12%. Antigamente algo impensável.

A Embaixada da Argentina, em Brasília, despertou na última semana essa curiosidade sobre quem gosta de bons vinhos. Na figura do embaixador Carlos Magariños, a embaixada recebeu cerca de 10 importadoras de vinhos que apresentaram seus rótulos para sommeliers, enófilos, restaurateurs, chefs de cozinha, formadores de opinião na área de enogastronomia e um público dirigido ao que a Argentina tem de melhor dessa cepa. Alguns vinhos varietais – 100% da uva Malbec – e outras garrafas cortes – além da uva Malbec, uma ou mais uvas destinadas realmente a amaciar o vinho.

Lançamentos; vinícolas já consolidadas entre as melhores do mundo; Malbecs direcionados a um público jovem – mais aveludados, favorecendo a entrada de consumidores jovens nesse universo fascinante através do paladar menos apurado ainda; enfim, quem ali esteve presente, pôde apreciar o que os argentinos têm de melhor na sua uva vini vinífera símbolo para eles.

Eventos desse tipo só tem a agregar ao crescente número de apreciadores de vinhos finos e, principalmente, à abertura do comércio entre Brasil/Argentina. Quer ver como você já deve ter ouvido falar de algum produtor argentino de vinhos? Catena, Susana Balbo, Luigi Bosca, Terrazas de Los Andes, Alto Las Hormigas, Finca Flishman, Alta Vista, Familia Zuccardi, Gascón, Norton, e por aí vai. Afinal, para se ter orgulho de um produto, tem que saber elaborá-lo com maestria. E isso, os argentinos fazem com muita moral.

 

 

 

Primus: carne suculenta direto da parrilla

Parrilla. Uruguaios e argentinos defendem que cada um de seus povos foi que deu origem à técnica de assar sobre brasas com a grelha típica inclinada. Sabor, suculência, carne no ponto certo. A mais nova casa de Brasília direcionada à parrilla faz como tem que ser. Um cardápio extenso, que vai de Bife de Chorizo, Asado de Tira, T-Bone, entre outros nobres cortes, passa também por bons peixes e até jacaré, servido inteiro, entre 3 a 4 quilos - esse prato tem que ser reservado com 48 horas de antecedência. Uma carta de vinhos com cerca de 120 rótulos. E o mais importante: preços justos. Atende todo tipo de bolso. Na área externa, entre árvores, pelo menos 10 mesas ao ar livre. Sensacional. 

Entradas, Aperitivos, Hambúrgueres, Cortes Nobres, Pratos Especiais, Risotos, Massas... como eu disse, o cardápio é extenso, atende todo tipo de gosto e bolso. Vamos lá, por exemplo, um Ceviche de Peixe Branco com Torradinhas (R$22,90, como entrada. Carpaccio (R$29,90) - aliás, uma das entradas que mais curto onde quer que eu vá. 

Salada Caesar; Salada Caprese; Salada Primus (R$ 23,90 cada) - essa aqui com mix de folhas, palmito, tomate seco, beringela e abobrinhas fritas, cebola crocante e presunto de parma, regados ao molho cremoso de aceto balsâmico. 

Esse aperitivo aqui é sensacional, Bolinho de Costela (R$ 29,90 - 10 unidades) - elaborado com costela de gado angus, cream cheese e mandioca. Simplesmente derrete na boca. Serve bem uma turma de amigos bebericando um chopp e beliscando um petisco. 

Vamos entrar agora na comida de gente grande, afinal os caras trabalham com açougue de carnes nobres desde que se entendem por gente: Asado de Tira - o tradicional corte uruguaio transversal da costela (R$ 59,90 - 700 gr), meu amigo, muito bem servido. E, é claro, feito na parrilla, é outra coisa. Prime Rib, o filet da costela (R$ 109,90 - 850 gr); Bife Ancho (R$ 63,90 - 400 gr/ R$ 36,90 - 200 gr) - ponta superior do contra filé; e por aí vai. É muita opção mesmo, não estou exagerando. 

T-Bone, um dos cortes mais famosos da atualidade. Com uma porção de 600 gr é a combinação de contra filé com o filet mignon separadinhos por um osso em forma de "T", daí o nome. Onde "bone" em inglês significa osso. Uma tradução tosca: Osso em "T". 

Para quem não é de carne bovina, mudamos a página do cardápio então. Tem desde Eisbein - me babo todo com água na boca, adoro joelho de porco, acompanhado de molho chimichurri especial e farofa de bacon. Panceta na Brasa, a tradicional barriga suína, uma verdadeira iguaria (R$ 34,90) até a Picanha Suína (R$ 44,90 - 400gr), corte da modinha no mundo inteiro, aqui assada na brasa e acompanhada de molho de mostarda e mel. 

Passamos no cardápio por Pratos Executivos, Pratos Gourmet, Pratos Família, Pratos Kids, e...e... aquilo que você esta se perguntando: "- Tem prato vegetariano?". Tem. Um Spaghetti de Abobrinha ao Molho Pesto de Baru e Tomate Cereja - olha produto do Cerrado aí gente. (R$ 29,90). Nessa linha aqui ainda entram Omelete de Queijo Brie, Risoto de Shitake com Pequi - criatividade, gostei - e Parmegiana de Berinjela. 

Os acompanhamentos - bem servidos - ficam entre R$ 5,50 e R$ 24,90. Tem de tudo um pouco. Arroz Biro-biro; Banana à Milanesa; Legumes na Parrilla; Farofa de Ovos e Cenoura; Mandioca Frita; Musselline de Damasco; Risoto Pomodoro; Vinagrete de Banana da Terra Madura; Batata Recheada; cansei, mas têm mais um monte para você escolher. 

Em um Empório junto ao restaurante você encontra também todos os cortes utilizados na parrilla pra você fqazer em casa, além de outros produtos e ingredientes escolhidos a dedo pela qualidade. 

Uma dica: dê um pulo para você conhecer a Primus - Boutique de Carnes Nobres. O ambiente é astral, o atendimento atencioso e, como eu disse, preços convidativos. 

 

 

Primus Gourmet - Boutique de Carnes Nobres

409 Sul 

 

 

 

 

 

 

 

 

Brigada de Cozinha: a responsabilidade por trás da marca de um grande hotel

Elizio Correa, o nome do cara. Ele é chef-executivo da brigada de cozinha do Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada. Tem ao seu lado como braço direito o sous-chef Kleyton Marinho. Correa  veio de baixo, passou por tudo que é função de uma cozinha profissional de respeito, tem moral para cobrar quando quer que algo saia perfeito. 

Pra você ter noção do que significa uma responsabilidade dessas: café da manhã, almoço, jantar, room service, eventos, workshops, muitas vezes tudo simultâneo, enquanto se desmonta algo, já esta se montando o próximo compromisso gastronômico ao mesmo tempo. Um ballet, uma logística, pra quem conhece a área de cozinha e de Salão - o coração sempre na garganta. Compromisso com o brasão de uma das mas importantes redes de hotéis na capital do país. 

Correa é natural do município mineiro de Januária. Foi responsável pela cozinha do hotel na implantação em 2001 permanecendo até 2012. A preocupação por destacar produtos regionais - sejam brasileiros ou do Cerrado - se percebe em cada detalhe. A padaria trabalha com fermentação natural, dali saem quentinhos pães de queijo, brioches, pãezinhos franceses, wafflles, tapiocas - aqui um detalhe, feitas em frigideira de ferro, o que deixa as bordinhas crocantes, enfim tudo é feito dentro pela brigada de cozinha chefiada por ele. 

"- Optamos por cada vez menos química em nosso café da manhã, quer um exemplo? Nosso fornecedor de milho traz o milho na palha, ralamos na mão mesmo, no braço. Nada de processador, é tudo batido e misturado na mão. Faz uma diferença enorme isso. Experimenta um pedaço desse bolo de milho, você vai perceber o sabor do milho e até uns pedacinhos dos grãos na massa. Mas faz direitinho, experimenta com um café preto recém passado", defende o chef-executivo. 

A equipe é afinada, como tem que ser. O respeito pela figura do chef-executivo foi conquistada com o tempo. Se percebe a hierarquia e mesmo o respeito e o carinho da equipe de Salão e de Cozinha por simples gestos como um "Bom dia" e a felicidade dos funcionários em estarem trabalhando junto ao chef. 

Atento. Em minha conversa com ele nas explicações a mim aos detalhes de como funcionava cada parte da Cozinha, atento em todos os cantos. Um olho no gato e outro no peixe. "- O senhor gostaria de experimentar um pedaço de bolo de milho? Recém saiu.", pergunta à um dos hóspedes. Bolo de milho artesanal do Royal Tulip Brasília Alvorada, uma experiência única de hotel de grande porte com gostinho de comida da fazenda. Experimente. 

 

Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada 

SHTN Trecho 1 Blocos C Conj. 1 - Asa Norte, Brasília - DF, 70800-200
 
 Fone: (61) 3424.7000
 
* Todas as fotos contém legenda. 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

Federal Buffet: a dinâmica por trás de uma equipe ágil e de bom gosto

Tive o prazer de conhecer na última semana de perto o trabalho do Federal Buffet, na capital do país. Uma turma que não brinca em serviço. Um empresário que mexeu muito tempo com logística e aparelhamento em buffets; outro empresário que foi responsável por compras em uma grande rede de supermercados - entende tudo de perecíveis - e um chef de cozinha muito criativo e de trabalho sério, que já trabalhou com grandes chefs em Brasília. Juntaram-se, afinal poder de fazer bem feito tinham. Menos de dois anos, mas no circuito brasiliense mostrando que a soma de talentos, multiplica. 

Conheço muitos buffets, ingredientes de qualidade, geram pratos de qualidade. Isso é natural. Sempre falo disso no Giro Gastronômico, se você se preocupa com os ingredientes que usa, seu resultado final já tem 50% de chance de dar certo. Os outros 50% são talento da Cozinha e talento da equipe de Salão de não deixar nada chegar frio à mesa. Ou o que tem que ser frio, que chegue do jeito que tem que ser. Treinamento, puxada de orelha quando deve dar, comemoração quando tem que se comemorar. Percebi isso nos sócios e no chef-executivo do buffet. "- Tá, e se um dos ingredientes naquele dia não estiver como tem que estar?", pergunto para um dos sócios. "- Sugerimos a mudança de entrada ou prato para o cliente, mas não fazemos algo que fuja da qualidade e possa interferir na marca que estamos construindo", ele me responde. 

Garçons veteranos, garçons novos, cumins que ainda estão aprendendo, mas direto no circuito, já suando a camisa no dia a dia, assim se desdobra a equipe de Salão do buffet. E as equipes de Cozinha e Salão sabem o que fazem: eles que alimentaram gente de tudo que é canto do mundo no Fórum Mundial das Águas, em Brasília, no último ano. Simplesmente, 4 mil pessoas. Eu me arrepio com o ballet de garçons saindo de cozinhas profissionais em eventos de grande porte, aquela fila indiana de um garçom atrás do outro com bandejas coloridas carregando entradas, pratos principais, sobremesas, bebidas, enfim, um ballet muito bem orquestrado. 

Mas, segundo os sócios, não apenas de grandes eventos o Federal Buffet se mostra presente, apesar de terem muitos clientes que vão de bancos até empresas estatais. Eles destacam que tudo é dialogado com potenciais clientes para eventos mais reservados também. Um casal muito simpático estava degustando o que escolheriam para o casamento no dia que estive com as equipes do buffet. Quando o noivo me disse que era meu ouvinte, quase sento junto à mesa para ajudar a escolher o cardápio do casamento. 

Os empresários Renato Vieira e Emerson Borges e ainda o chef-executivo Uedson Cunhas Alves não vieram ao mundo para brincadeira. Se continuarem com a paixão que têm pela gastronomia, competência e o sorriso sempre estampado no rosto, vão ter muitas datas para brindar. 

 

Federal Buffet

Clube de Engenharia - próximo à 2a Ponte (Costa e Silva) 

(61) 3226.6411

Facebook: Federal Buffet 

Instagram: @federalbuffet

 

* Todas as fotos legendadas. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Catena Zapata: referência mundial em vinhos argentinos

Pioneirismo. Essa é a palavra que pode definir a vinícola argentina Catena Zapata. A família investiu em pequenas propriedades no começo em que ninguém acreditava. Dedicação, perseverança, investimentos em irrigação. Hoje é considerada uma das melhores vinícolas argentinas frente ao mundo.

Conforme a revista Wine Spectator – uma das mais importantes publicações mundiais referentes ao mundo do vinho – “trata-se do líder inquestionável de qualidade na Argentina”.

O Brand Manager da Catena Zapata, Marcelo Vilhena – sim, paulista, o brasileiro tem a responsabilidade de levar em detalhes o que é e o que significa a Catena Zapata para o mundo – apresentou no novo restaurante Primus Boutique de Carnes, em Brasília, vários rótulos da empresa argentina e a importância deles não só regionalmente, mas nas exportações.

Entre os rótulos apresentados estavam o Angelica Zapata Chardonnay 2015. Um varietal 100% elaborado com uvas brancas Chardonnay, provenientes do vinhedo Adrianna, localizado na região de Gualtallary, em Tupungato. Fermentado em barricas de carvalho francês com leveduras selecionadas e temperatura controlada por 20 dias pelo menos. Matura em 11 meses em barricas de carvalho francês, sendo 73% delas novas. Tranquilo, um vinho branco de personalidade que pode envelhecer de 5 a 10 anos e ideal para acompanhar peixes, frutos do mar e bacalhau. Teor alcoólico de 13,5%. Uma curiosidade: o vinhedo Adrianna é considerado o primeiro Grande Cru da América do Sul, localizado a 1480 metros de altitude. O que significa isso de Grande Cru, Rogério? Classificação francesa para vinhos provenientes de uvas excepcionais, que vai gerar, é claro, vinhos excepcionais.

 

Outro rótulo apresentado foi o Catena Cabernet Sauvignon 2016. Da região de Mendoza. Um vinho elaborado com 100% de uva tinta Cabernet Sauvignon, de teor alcoólico de 13%. Vinhedos de La Pirámide, dentro de Mendoza, com 940 metros de altitude e também região de Domingo – 1.130 metros de altitude. Elaborado por vinificação tradicional com rígido controle de temperatura. São 12 dias de fermentação e cerca de 29 dias de maceração. No caso da maturação, 12 meses em barrica de carvalho, sendo 80% francesas (30% delas novas) e 20% americanas (100% novas). Um vinho que aguenta envelhecimento de 5 a 10 anos. Legal para acompanhar carnes grelhadas e cordeiro.

 

Elegante. É ele, o Angelica Zapata Cabernet Franc 2013. Um vinho muito disputado pelos conhecedores dos melhores tintos da Argentina. Sua elegância chega a lembrar alguns dos famosos vinhos de St Emilion, em Bordeaux – a famosa região produtora de vinhos na França. Feito com 100% uvas Cabernet Franc, de teor alcoólico 13,5% que passa praticamente despercebido, de tão harmônico que está o vinho. Vinhedos de grandes altitudes, La Pirámide e Altamira, com rendimento limitado e colheita manual das uvas. Maturação de 18 meses em barrica de carvalho sendo 85% francesas (50% delas novas) e 15% americanas (25% novas). Vinho que segura o tranco: aguenta mais de 10 anos de envelhecimento sem perder sua majestade. Harmoniza muito bem com carnes grelhadas e também o charme das carnes de aves escuras.

 

DV Catena Malbec-Malbec 2014 – um rótulo elaborado exclusivamente para o exigente mercado argentino, afinal é Malbec, uva símbolo do país. Por outro lado, nada do que é bom, fica escondido, dominou o mercado internacional. 100% elaborado com a potente Malbec. Mostra grande complexidade resultado do uso dos vinhedos de Angélica, Lunlunta, La Pirámide e Agrelo. Colheita feita manualmente. O vinho amadurece por 18 meses em barrica de carvalho francês, sendo 50% delas novas. Segura o tranco em envelhecimento, tranquilamente, por mais de 10 anos, evoluindo cada vez mais na garrafa. Como é um Malbec de moral, precisa de pratos mais presentes também, como bife ancho, filet mignon, paleta de cordeiro e até um bom hambúrguer artesanal. Para convencer você sobre esse Malbec: na Argentina é considerado como uma das maiores referências da uva no país.

 

Catena Alta Malbec 2014 – Outro rótulo da Catena Zapata elaborado 100% com a potente uva Malbec argentina, questão de orgulho para o povo argentino. Intenso e concentrado, de teor alcoólico de 13,5%. Para a revista Wine Spectator, um dos “100 Melhores Vinhos do Mundo” por três anos consecutivos. Proveniente de lotes selecionados da região de Mendoza, com maturação de 12 meses em carvalho francês (sendo 50% barricas novas). Um vinho que também pode passar de 10 anos evoluindo tranquilo na garrafa. Harmoniza muito bem com carnes grelhadas.

 

Uma bela curiosidade, o Graham´s Six Grapes. Um Porto, sim, um vinho do Porto elaborado para a Catena Zapata pelos hábeis portugueses. É um Ruby Reserva elaborado a partir de uvas provenientes dos mesmos vinhedos que dão origem aos Porto Vintage, os vinhedos de Quinta dos Malvedos e Quinta das Lages. Maturado entre 4 e 5 anos em grandes tonéis de carvalho. Um vinho para finalizar a refeição, acompanhando queijos e chocolate, sim, combina bem, por exemplo, com uma bela mousse de chocolate. Segundo especialistas, entre eles o enólogo Robert Parker e Michael Broadbent, a tradicional Grahm´s portuguesa, é a melhor e mais reputada casa da região do Porto.

 

Os rótulos da Catena Zapata são trazidos para o Brasil pela Mistral Importadora.

 

 

  

 

Bangladesh: independência e com pratos bem condimentados

A Embaixada de Bangladesh, em Brasília, comemorou a data de independência do país, festejada no dia 26 desse mês. Na figura do embaixador, Zulfiqr Rahman, durante o jantar foram servidas uma fusão de pratos típicos do país - como muitos países asiáticos, bem temperados com especiarias e muito coloridos -  e também de comida brasileira. A data de independência de Bangladesh é recente, vem de 1971. Antes fazia parte do Paquistão, dividido em Ocidental e Paquistão Oriental. Diferenças de raças, etnia, religião e economia, fez com que naquele ano a parte Oriental buscasse sua separação da parte Ocidental. Nasce aí a República Democrática de Bangladesh. Muitos dos costumes, principalmente gastronômico, se mantiveram. O país é cercado praticamente por todos os lados pela Índia, presente aí em curries e o uso de frutas em seus pratos. 

 

Goût de France/Good France - a gastronomia francesa em detalhes

Goût de France/Good France, o festival que celebra a gastronomia francesa chega à sua 5a edição, rapidinho se passaram 5 anos. Acompanho desde o início. Dia 21, agora (quinta-feira), acontece um jantar mundial em homenagem à uma das gastronomias mais detalhistas do mundo, inclusive com todos os chefs e restaurantes participantes em Brasília e no Distrito Federal. 

Desde a primeira edição, no ano de 2015, milhares de pessoas puderam sentir no Brasil o sabor da França em cardápios especialmente preparados por chefs e restaurantes em todo o mundo, tendo entrada, prato principal, queijo e sobremesa. Acompanhados, é claro, de vinhos e champagnes franceses. 

São 5 mil participantes, sendo 47 no Brasil e somente em Brasília 25. São menus inspirados em dois temas desta edição 2019: o desenvolvimento sustentável e também a região francesa de Provence. Região conhecida mundialmente pela enorme variedade de ervas aromáticas. Uma região também conhecida como a Cuisine du Soleil ou Cozinha do Sol para nós, já que se baseia nos produtos típicos da estação. O chef francês Olivier Anquier é o grande destaque dessa edição. No lançamento do Goût de France 2019, um arroz doce com a delicadeza das amêndoas e caramelo foi servido aos convidados. 

O Goût de France é organizado pelo Ministério francês da Europa e dos Assuntos Exteriores e pelo chef de cozinha Alain Ducasse inspirado na iniciativa do chef Auguste Escoffier, que em 1912, lançou os Jantares de Epicuro, evento em que um mesmo menu era servido no mesmo dia em diversos países e para um grande número de pessoas. 

Fotos: lançamento do Goût France/Good France na Embaixada da França, em Brasília, no final de fevereiro. 

Detalhes de restaurantes participantes você encontra nos canais oficiais da Embaixada da França:

Instagram: @cultura.francesa.no.brasil

Twitter: www.twitter.com/franceaubresil

Site: www.br.ambafrance.org

Facebook: https://www.facebook.com/franceaobresil 

 

 

 

 

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Amayna Boya - brancos chilenos de personalidade

A vinícola chilena Garcés Silva Family Vineyards elabora desde 1999 verdadeiras preciosidades em uma pequena e controlada produção na região marítima e fria de San Antonio - Leyda. Desde o início um projeto de dedicação tocado pelo empresário José Antonio Garcés e seus filhos. 

Vinhos brancos refinados, elegantes e com muita classe e personalidade. Os exemplos ficam a cargo do Amayna Sauvignon Blanc 2017 - com 14.5% de teor alcoólico, mas que desaparece no equilíbrio do vinho. Esse vinho foi a maior nota de Robert Parker até hoje para um branco chileno, com 92 pontos na safra de 2003. Um rótulo varietal de 100% uva branca Sauvignon Blanc, que não passa por madeira para manter o frescor da fruta. As uvas sofrem uma leve prensagem e fermentam em cubas de aço ixox a baixas temperaturas. A responsabilidade sobre o que vai pra garrafa fica a cargo do enólogo suiço Jean Michel Novelle, especializado em vinhos de regiões frias, caso dessa parte do Chile. 

Já o Boya Chardonnay 2015 se mostra um vinho fresco, jovem e de equilibrada acidez natural. Esse rótulo com teor alcoólico de 13% têm aromas típicos de maçã, pêras, frutas tropicais e um toque cítrico discreto. Nesse caso também se optou por não ter passagem por barricas de madeira para manter todo o frescor que esse Chardonnay pode proporcionar. 

O Amayna Sauvignon Blanc Barrel Fermented 2011 já é vinho pra gente grande. Gente que gosta de um vinho mais complexo. Tem vinificação em cubas de aço inoxidável com rigoroso controle de temperatura e logo depois tem sua maturação em barricas de carvalho francês. Um varietal de 100% uva Sauvignon Blanc e teor alcoólico de 14.5%. Um vinho que acompanha bem peixes, frutos do mar e aves. Seus aromas são exuberantes, lembrando frutas tropicais maduras, como manga e um leve toque de baunilha. 

Nem só nos brancos a família Garcés Silva mostrou dedicação nas terras frias chilenas próximas ao Oceano Pacífico. A proprietária Maria Paz Garcés Silva, que esteve em Brasília nessa última quinta-feira (14), destacou o Amayna Pinot Noir 2015 e ainda o Boya Syrah 2014. O primeiro foi a dedicação em domar e conhecer de perto a elegante uva tinta Pinot Noir, algo sempre de muito trabalho. Um rótulo 100% Pinot Noir. Uma vinificação clássica com controle de temperatura e de novo nas mãos do competente enólogo suiço Jean Michell Novelle. Maturado em barricas de carvalho francês procedente da famosa região francesa da Borgonha por 12 meses - sendo 20% novas, 40% de segundo uso e 40% de terceiro uso - o que conferem diferentes estágios de maturação equilibrada. Aqui um vinho que já combina gastronomicamente com pato, cordeiro, carnes brancas e também massas e risotos. 

No caso do Syrah, um tinto com teor alcoólico de 13%. Colheita manual, que acaba possibilitando a seleção das frutas nos vinhedos, além da seleção na chegada à vinícola. Uma maceração a frio por quatro dias com maior extração de sabores e aromas. Maturação por 6 meses em carvalho francês de 100% de terceiro uso, o que o torna um vinho macio. Acompanha legal pratos à base de caça e também aves. 

Não acabou, Maria Paz trouxe também o Boya Rosé 2016. Um vinho rosé fresco com notas de frutas silvestres e um toque mineral que lembra os bons vinhos rosés franceses da Provence. Na elaboração desse vinho rosé entram 93% da tinta Pinot Noir e 7% da Grenache - o que pode parecer pouco, mas é o equilíbrio pretendido pelo enólogo. Mereceu pelo Guia Descorchados 90 pontos em sua primeira safra. Acompanha peixes, frutos do mar e carnes brancas grelhadas, além de vegetais grelhados. 

Os vinhos da Garcés Silva Family Vineyards - Amayna Boya são trazidos para o Brasil pela importadora Mistral e a proprietária Maria Paz apresentou as recentes novidades na Steak Bull Churrascaria, localizada à beira do emblemático Lago Paranoá.