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4o Prêmio Brinda Brasil tem espumante de R$ 30 com a melhor avaliação

Garibaldi Vero Brut Rosé, produzido na cidade de Garibaldi, na Serra Gaúcha, obtém 505 pontos do Júri Técnico. A vinícola de mesmo nome se consagra como a maior vencedora da premiação com dez medalhas

 

Beber bem não é caro, principalmente quando o assunto é espumante brasileiro, que estão entre os melhores do mundo. A Vinícola e Cooperativa Garibaldi, da cidade de mesmo nome, na Serra Gaúcha, foi mais uma vez a vencedora do Prêmio Brinda Brasil do Espumante Brasileiro, o único no país que escolhe os melhores rótulos do evento com dois júris, um formado por profissionais e outro por apreciadores e jornalistas especializados na área. Ao todo, a Garibaldi conquistou dez medalhas nas duas seleções, entre Ouro, Prata e Bronze.

A avaliação contou com a participação de dez das 24 vinícolas participantes do evento, que este ano chega à sua 9a edição. Foram inscritos 29 rótulos de espumantes nas categorias: Nature, Brut Branco Tradicional, Brut Rosé Tradicional, Brut Branco Charmat, Brut Rosé Charmat, Demi-Séc e Moscatel. O júri foi presidido pelo sommelier Tiago Pereira, do restaurante Trattoria da Rosário e eleito por duas vezes o “melhor sommelier de Brasília”.

Para alcançar um nível nacional na seleção dos melhores rótulos, Tiago convidou os sommeliers Joaldo Lima e Leonildo Santana, da Rede Dom Francisco, considerada a de melhor carta de vinhos do Distrito Federal e entre as melhores do Brasil, além do professor de enologia Sérgio Pires, também diretor da ABS - Brasília e a blogueira Etiene Gomes, especialista em vinhos da Califórnia, pela San Francisco Wine School, autora do Blog do Vinho e de livro e vídeo práticos sobre vinhos e espumantes.

No Júri Enófilo, estiveram o jornalista, sommelier e chef de cozinha, Rogério Lisbôa, colunista de gastronomia do programa Giro Gastronômico, da rádio BandNews FM Brasília; a blogueira, colunista e jurada de vinhos Su Maestri, do blog Vinho Capital; a empresária Ana Paula Ernesto, CEO do B Hotel Brasília; e o economista especializado em TI, Sérgio Albuquerque, que comanda um tour anual de bicicleta por vinícolas europeias.

Na avaliação dos jurados, os espumantes brasileiros estão evoluindo a cada ano. Chamou atenção, também, segundo os jurados, a extraordinária performance dos espumantes de entrada das vinícolas, com ótimo custo-benefício. “Conseguimos um resultado muito bom para o produto brasileiro que já é bastante procurado na casa”, observou o presidente do Júri, Tiago Pereira, que recebeu os jurados na Trattoria da Rosário, em Brasília, para a avaliação.

Para o jornalista e sommelier Rodrigo Leitão, idealizador e um dos organizadores do Brinda Brasil, criador do Prêmio, cada vez mais se constata a excelência do espumante brasileiro. “Costumo dizer que temos um produto ótimo, barato e com nível para disputar e superar produções estrangeiras na faixa de dez dólares”, sentencia ele.

“Surpreendente a amostragem desta seleção”, afirmou Sérgio Albuquerque. “O Brinda Brasil serve para isso, para revelar o espumante brasileiro ao grande público e uma premiação deste porte só confirma a nossa aposta”, afirmou a colunista e sommelier Emília Carvalho, organizadora do evento.

 

Resultado do 4o Prêmio Brinda Brasil do espumante Brasileiro  

 

JURI ENÓFILO

                                                          

CATEGORIA NATURE                                                                

  1. CASA VALDUGA SURLIE - Ouro
  2. ZANELLA NATURE - Prata
  3. BATALHA NATURE - Bronze

                                                                      

BRUT BRANCO TRADICIONAL                                                                       

  1. SALTON EVIDENCE - Ouro
  2. ZANELLA SURRENDER - Prata
  3. 130 CASA VALDUGA - Bronze

 

BRUT ROSÉ TRADICIONAL                                                                  

  1. VILA DE VINHAS BRUT ROSÉ TRADICIONAL - Ouro
  2. 130 CASA VALDUGA ROSÉ - Prata

                                                                      

BRUT BRANCO CHARMAT                                                                  

  1. DOMENICO SALTON PROSECCO - Ouro
  2. FACES LÍDIO CARRARO - Prata
  3. ALMADÉN BRUT - Bronze

 

BRUT ROSÉ CHARMAT                                                             

  1. SALTON BRUT ROSÉ - Ouro
  2. GARIBALDI BRUT NOIR - Prata
  3. GARIBALDI VERO BRUT ROSÉ - Bronze

                                                                      

DEMI-SÉC                                                              

  1. GARIBALDI VERO ROSÉ DEMI-SÉC - Ouro
  2. GARIBALDI VERO DEMI-SÉC - Prata
  3. SALTON DEMI-SÉC - Bronze

                                                                      

MOSCATEL                                                            

  1. CASA VALDUGA MOSCATEL - Ouro
  2. SALTON MOSCATEL - Prata
  3. FACES MOSCATEL LÍDIO CARRARO - Bronze

                                                                      

JURI TÉCNICO

                                                                      

NATURE                                                                 

  1. CASA VALDUGA SURLIE - Ouro
  2. BATALHA NATURE - Prata
  3. ZANELLA NATURE - Bronze

                                                                      

BRUT BRANCO TRADICIONAL                                                                       

  1. 130 CASA VALDUGA - Ouro
  2. 130 CASA VALDUGA CHARDONNAY - Prata
  3. ZANELLA SURRENDER - Bronze

 

BRUT ROSÉ TRADICIONAL                                                                  

  1. 130 CASA VALDUGA ROSÉ - Ouro
  2. VILA DE VINHAS BRUT ROSÉ TRADICIONAL - Prata

                                                                      

BRUT BRANCO CHARMAT                                                                  

  1. DÁDIVAS LÍDIO CARRARO - Ouro
  2. GARIBALDI VERO BRUT - Prata
  3. FACES LÍDIO CARRARO - Bronze

 

BRUT ROSÉ CHARMAT                                                             

  1. GARIBALDI VERO BRUT ROSÉ – Ouro
  2. QUINTA DON BONIFÁCIO BRUT ROSÉ - Prata
  3. GARIBALDI BRUT NOIR - Bronze

                                                                      

DEMI-SÉC                                                              

  1. GARIBALDI VERO DEMI-SÉC - Ouro
  2. SALTON DEMI-SÉC - Prata
  3. GARIBALDI VERO ROSÉ DEMI-SÉC - Bronze

                                                                      

MOSCATEL                                                            

  1. SALTON MOSCATEL - Ouro
  2. CASA VALDUGA MOSCATEL - Prata
  3. FACES MOSCATEL LÍDIO CARRARO - Bronze  

 

 

 

Capodanno: almoço elaborado no forno à lenha

A tradicional pizzaria Capodanno, no Terraço Shopping, tem agora ao meio-dia  opções bem interessantes de almoços. O trio de entrada, prato principal e ainda sobremesa sai por R$ 49.90 e com inúmeras combinações. É algo recente, a pizzaria abria apenas à noite para as já consagradas pizzas. Sócios, investidores, fornecedores e clientes acreditavam que era hora de abrir no horário do almoço. 

Para o desafio foram chamados duas feras: o chef de cozinha Edilson Oliveira e também o gerente-geral Tiago Araújo. Ambos com passagem por importantes restaurantes da capital federal e também no exterior. 

O cardápio de almoço foi totalmente elaborado pelo chef, tendo opções como entrada de Pão de Calabresa - por sinal espetacular; Corneccione - aquela massa de pizza fininha com sal grosso e alecrim; Tostadas de Queijo, Presunto de Parma e Rúcula Baby; Carpaccio Tradicional de Carne - sempre uma das entradas preferidas minhas e também Salada ao Molho de Mostarda - folhas baby, rúcula, tomate-cereja e molho mostarda. 

De principal você pode escolher entre massas e carnes. Aqui entram o Flat Iron steak - um corte da paleta bovina muito macio e saboroso - com Molho Chimichurri; Bife de Chorizo; Bife de Ancho; Peito de Frango; Filé à Parmegiana; Frango à Parmegiana e Pipilote de Tilápia - onde o peixe assa no próprio vapor embrulhado em papel alumínio. Lembrando que os cortes são feitos no forno à lenha, é outro sabor, é gostinho de comida de verdade. De acompanhamento você pode escolher dois: Farofa de Ovos; Batata Assada com Ervas; Legumes Assados; Purê de Batata; Salada Caesar; Arroz Integral; Arroz branco ou o sensacional Arroz com Brócolis deles. 

No caso das massas entram Fettuccine clássico; Ravióli com Mussarela de Búfala; Gnochi de Batata e Mezzaluna de Linguiça Toscana. Os molhos que podem acompanhar são Quatro Queijos, Pomodoro, Bolonhesa e Alfredo. Quer dizer, tem opções pra todo tipo de gosto. 

Uma das partes que mais gosto, sobremesa. Brownie de chocolate; Sorvete de creme; Panacotta de Frutas Vermelhas e Abacaxi com Raspas de Limão. No dia que estive por lá, Edilson estava bolando um Sorvete de Catupiry com Calda de Redução de Vinho do Porto. Se tiver essa sobremesa por lá no dia, experimente. É de ficar viciado. 

Alguns coquetéis legais no cardápio, também, que vão de Marguerita (R$ 24) - cointreau, tequila e suco de limão; Clericot (R$) - serve até 3 pessoas - um mix de frutas vermelhas, congnac, espumante e cointreau; e passam por Caipiroska (R$ 17) - nos sabores de limão, abacaxi, kiwi e morango, com vodka nacional. Já com a importada, sai R$ 19,90  cada uma. 

A carta de vinhos esta sendo totalmente reformulada com os pratos que chegaram, entrando champagnes, espumantes nacionais de qualidade e vinhos de várias regiões do mundo para harmonizarem com cada prato. 

 

Esses pratos são apenas no almoço, já que o ritmo alucinante das pizzas tradicionais que saem na noite - em torno de 40 - deixam os dois fornos à lenha à disposição apenas delas, sensacionais, é claro. Mas acredito que se tiver como, em um dia mais tranquilo, você consiga degustar à noite uma dessas maravilhas de pratos também. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vietnã: um país se abrindo ao conhecimento mundial

O Vietnã completa 30 anos de parceria com o Brasil. O ano de 2019 marca um importante passo para o país asiático, que representa a abertura e a busca de parceiros nos mais importantes setores da economia e, é claro, o turismo e a gastronomia estão inseridos aí. Para se ter uma ideia, em 18 anos, o comércio entre os dois países atingiu US$ 4,2 bilhões, estando incluídos aqui nos negócios, ítens como o café - eles importam o tipo arábica de nós e exportam o grão tipo robusto para o Brasil, milho, feijão, frutas tropicais e por aí vai. 

O embaixador do Vietnã, Do Ba Khoa, afirma que "o Vietnã se prepara para a ampliação da abertura de cooperação na área do turismo e da gastronomia no país. A tecnologia, a sabedoria de outros povos em determinadas áreas da gastronomia, as grandes redes de hotéis internacionais têm muito a acrescentar ao nosso Vietnã e estamos de braços abertos nessa nova fase de mostrar nossa cultura e o que temos de melhor para agregar conhecimento". Segundo ele, nomes de destaque e técnicos que entendem com profundidade cada área específica já começam a ser contatados para se montar uma "hospitaleira e competente rede no país". Isso engloba hotéis, resorts, restaurantes, sommeliers e produtores e mão de obra que possam agregar crescimento econômico ao país e ao povo. 

Em um almoço na Embaixada do Vietnã, em Brasília, Do Ba Khoa, apresentou números e destacou a culinária vietnamita. A tradicional sopa Pho Noodle Soup foi uma das estrelas. Um caldo quente derramado sobre uma típica tigela vietnamita com o tradicional macarrão de arroz, brotos, frango -mas pode ser carne bovina também, como já tive a oportunidade de experimentar, brotos, coentro, manjericão e pimenta. Além das bonitas cores, que por si só já despertam a vontade de prová-la, o equilíbrio entre os ingredientes com frescor e picância final fazem dela uma refeição inesquecível. Culinária local é algo muito sério, é a hospitalidade de um povo em sua mesa, e a Pho Noodle Soup é um símbolo para o povo vietnamita. Na próxima semana estarei ensinando essa iguaria do Vietnã no Giro Gastronômico, com a receita completa aqui no meu site e no Facebook da BandNews FM Brasília. 

O tradicional Rolinho Vietnamita, que não tem nada a ver com o Rolinho Primavera que é frito, também foi servido. Gengibre ralado, vinagre de arroz, óleo de gergelim torrado, shoyo, amido de milho e água fazem parte dos ingredientes do molho ou mais leve, pode ser servido apenas com molho de peixe aromatizado. Manga, cenoura, pepino, alface, cebola roxa, abacate e até cogumelo shitaake podem ser usados como recheio. O resultado é um rolinho enrolado com folhas de arroz cozidas levemente. 

A abundância de frutos do mar no país também foi representada por uma espécie de tempurá, com camarões envoltos na massa e fritos juntamente com batatas tipo palha, fininhas e crocantes, simplesmente viciante. 

O café é algo muito interessante. Não é o nosso cafezinho preto brasileiro que estamos acostumados. Um café bastante amargo por causa da combinação de alta porcentagem de grão robusta na maioria dos casos, a torra escura - alongada - e a temperatura fria de fermentação. esse amargor é equilibrado com leite e açúcar e, el algumas situações, atpé com o uso de leite condensado no lugar do leite fresco integral, por causa da sua falicidade de armazenamento em um país de clima tropical quente. O Vietnã é atualmente um dos maiores exportadores de café do tipo Robusta do mundo, só em 2017 a produção do país foi de 26,7 milhões de sacas. O Vietnã também tem o arroz como um dos principais produtos agrícolas exportados. 

A Embaixada aproveitou a data comemorativa da parceria de 30 anos entre Brasil e Vietnã e condecorou dois brasileiros com a medalha "Pela Paz e Amizade", como reconhecimento por contribuições dadas por estrangeiros ao país. Receberam a medalha do embaixador Do Ba Khoa, a jornalista Fabiana Ceyhan e o ex-secretário de Indústria e Comércio de Goiás, Willian Leyaer. 

Outros países asiáticos há alguns anos também fizeram essa abertura e busca do que se pode levar de melhor para ajudar no crescimento econômico na área de gastronomia, vinhos e hotelaria. Convidados nomes como o enólogo Robert Parker; chefs de cozinha franceses e espanhóis - berços hoje da gastronomia de excelência; agricultores com mão de obra especializada em determinadas frutas e maîtres, garçons e turismólogos experientes. 

Aguarde, você ouvirá ainda muito o que falar do Vietnã. E bem. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Malbec: a uva símbolo argentina de vinhos finos conhecida mundialmente

Cozinhei pelo menos três vezes em Buenos Aires. A cidade me fascina, a capital argentina tem o charme de cidades europeias só que na América do Sul. Algo me impressionou diretamente quando desembarquei pela primeira vez naquele país: o orgulho que o povo argentino tem por seus produtos de qualidade, seja o “dulce de leche” conhecido mundialmente; o típico doce alfajor – do qual fiz uma pesquisa minuciosa; a parrilla e, é claro, acredito que uma das maiores referências deles frente ao mundo: a potente uva Malbec da qual se elaboram grandes vinhos.

Sou um cara observador, detalhista. Às vezes um defeito em mim, às vezes uma qualidade. Dois grandes prédios de Buenos Aires tendo em suas fachadas um garrafa de vinho, em cada um, uma garrafa de pé de vinho de um dos maiores produtores argentinos, Luigi Bosca. De um varietal Malbec e umas inscrição com algo como o tipo “Orgulho de ser argentino”. Eles sabem fazer vinhos, mas principalmente da uva Malbec. Os argentinos aprenderam a domar a potente uva. O que antes eram vinhos potentes e para conhecedores acostumados com vinhos de caráter, hoje se encontram Malbecs macios, aveludados, alguns até com teor alcoólico de 12%. Antigamente algo impensável.

A Embaixada da Argentina, em Brasília, despertou na última semana essa curiosidade sobre quem gosta de bons vinhos. Na figura do embaixador Carlos Magariños, a embaixada recebeu cerca de 10 importadoras de vinhos que apresentaram seus rótulos para sommeliers, enófilos, restaurateurs, chefs de cozinha, formadores de opinião na área de enogastronomia e um público dirigido ao que a Argentina tem de melhor dessa cepa. Alguns vinhos varietais – 100% da uva Malbec – e outras garrafas cortes – além da uva Malbec, uma ou mais uvas destinadas realmente a amaciar o vinho.

Lançamentos; vinícolas já consolidadas entre as melhores do mundo; Malbecs direcionados a um público jovem – mais aveludados, favorecendo a entrada de consumidores jovens nesse universo fascinante através do paladar menos apurado ainda; enfim, quem ali esteve presente, pôde apreciar o que os argentinos têm de melhor na sua uva vini vinífera símbolo para eles.

Eventos desse tipo só tem a agregar ao crescente número de apreciadores de vinhos finos e, principalmente, à abertura do comércio entre Brasil/Argentina. Quer ver como você já deve ter ouvido falar de algum produtor argentino de vinhos? Catena, Susana Balbo, Luigi Bosca, Terrazas de Los Andes, Alto Las Hormigas, Finca Flishman, Alta Vista, Familia Zuccardi, Gascón, Norton, e por aí vai. Afinal, para se ter orgulho de um produto, tem que saber elaborá-lo com maestria. E isso, os argentinos fazem com muita moral.

 

 

 

Primus: carne suculenta direto da parrilla

Parrilla. Uruguaios e argentinos defendem que cada um de seus povos foi que deu origem à técnica de assar sobre brasas com a grelha típica inclinada. Sabor, suculência, carne no ponto certo. A mais nova casa de Brasília direcionada à parrilla faz como tem que ser. Um cardápio extenso, que vai de Bife de Chorizo, Asado de Tira, T-Bone, entre outros nobres cortes, passa também por bons peixes e até jacaré, servido inteiro, entre 3 a 4 quilos - esse prato tem que ser reservado com 48 horas de antecedência. Uma carta de vinhos com cerca de 120 rótulos. E o mais importante: preços justos. Atende todo tipo de bolso. Na área externa, entre árvores, pelo menos 10 mesas ao ar livre. Sensacional. 

Entradas, Aperitivos, Hambúrgueres, Cortes Nobres, Pratos Especiais, Risotos, Massas... como eu disse, o cardápio é extenso, atende todo tipo de gosto e bolso. Vamos lá, por exemplo, um Ceviche de Peixe Branco com Torradinhas (R$22,90, como entrada. Carpaccio (R$29,90) - aliás, uma das entradas que mais curto onde quer que eu vá. 

Salada Caesar; Salada Caprese; Salada Primus (R$ 23,90 cada) - essa aqui com mix de folhas, palmito, tomate seco, beringela e abobrinhas fritas, cebola crocante e presunto de parma, regados ao molho cremoso de aceto balsâmico. 

Esse aperitivo aqui é sensacional, Bolinho de Costela (R$ 29,90 - 10 unidades) - elaborado com costela de gado angus, cream cheese e mandioca. Simplesmente derrete na boca. Serve bem uma turma de amigos bebericando um chopp e beliscando um petisco. 

Vamos entrar agora na comida de gente grande, afinal os caras trabalham com açougue de carnes nobres desde que se entendem por gente: Asado de Tira - o tradicional corte uruguaio transversal da costela (R$ 59,90 - 700 gr), meu amigo, muito bem servido. E, é claro, feito na parrilla, é outra coisa. Prime Rib, o filet da costela (R$ 109,90 - 850 gr); Bife Ancho (R$ 63,90 - 400 gr/ R$ 36,90 - 200 gr) - ponta superior do contra filé; e por aí vai. É muita opção mesmo, não estou exagerando. 

T-Bone, um dos cortes mais famosos da atualidade. Com uma porção de 600 gr é a combinação de contra filé com o filet mignon separadinhos por um osso em forma de "T", daí o nome. Onde "bone" em inglês significa osso. Uma tradução tosca: Osso em "T". 

Para quem não é de carne bovina, mudamos a página do cardápio então. Tem desde Eisbein - me babo todo com água na boca, adoro joelho de porco, acompanhado de molho chimichurri especial e farofa de bacon. Panceta na Brasa, a tradicional barriga suína, uma verdadeira iguaria (R$ 34,90) até a Picanha Suína (R$ 44,90 - 400gr), corte da modinha no mundo inteiro, aqui assada na brasa e acompanhada de molho de mostarda e mel. 

Passamos no cardápio por Pratos Executivos, Pratos Gourmet, Pratos Família, Pratos Kids, e...e... aquilo que você esta se perguntando: "- Tem prato vegetariano?". Tem. Um Spaghetti de Abobrinha ao Molho Pesto de Baru e Tomate Cereja - olha produto do Cerrado aí gente. (R$ 29,90). Nessa linha aqui ainda entram Omelete de Queijo Brie, Risoto de Shitake com Pequi - criatividade, gostei - e Parmegiana de Berinjela. 

Os acompanhamentos - bem servidos - ficam entre R$ 5,50 e R$ 24,90. Tem de tudo um pouco. Arroz Biro-biro; Banana à Milanesa; Legumes na Parrilla; Farofa de Ovos e Cenoura; Mandioca Frita; Musselline de Damasco; Risoto Pomodoro; Vinagrete de Banana da Terra Madura; Batata Recheada; cansei, mas têm mais um monte para você escolher. 

Em um Empório junto ao restaurante você encontra também todos os cortes utilizados na parrilla pra você fqazer em casa, além de outros produtos e ingredientes escolhidos a dedo pela qualidade. 

Uma dica: dê um pulo para você conhecer a Primus - Boutique de Carnes Nobres. O ambiente é astral, o atendimento atencioso e, como eu disse, preços convidativos. 

 

 

Primus Gourmet - Boutique de Carnes Nobres

409 Sul 

 

 

 

 

 

 

 

 

Brigada de Cozinha: a responsabilidade por trás da marca de um grande hotel

Elizio Correa, o nome do cara. Ele é chef-executivo da brigada de cozinha do Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada. Tem ao seu lado como braço direito o sous-chef Kleyton Marinho. Correa  veio de baixo, passou por tudo que é função de uma cozinha profissional de respeito, tem moral para cobrar quando quer que algo saia perfeito. 

Pra você ter noção do que significa uma responsabilidade dessas: café da manhã, almoço, jantar, room service, eventos, workshops, muitas vezes tudo simultâneo, enquanto se desmonta algo, já esta se montando o próximo compromisso gastronômico ao mesmo tempo. Um ballet, uma logística, pra quem conhece a área de cozinha e de Salão - o coração sempre na garganta. Compromisso com o brasão de uma das mas importantes redes de hotéis na capital do país. 

Correa é natural do município mineiro de Januária. Foi responsável pela cozinha do hotel na implantação em 2001 permanecendo até 2012. A preocupação por destacar produtos regionais - sejam brasileiros ou do Cerrado - se percebe em cada detalhe. A padaria trabalha com fermentação natural, dali saem quentinhos pães de queijo, brioches, pãezinhos franceses, wafflles, tapiocas - aqui um detalhe, feitas em frigideira de ferro, o que deixa as bordinhas crocantes, enfim tudo é feito dentro pela brigada de cozinha chefiada por ele. 

"- Optamos por cada vez menos química em nosso café da manhã, quer um exemplo? Nosso fornecedor de milho traz o milho na palha, ralamos na mão mesmo, no braço. Nada de processador, é tudo batido e misturado na mão. Faz uma diferença enorme isso. Experimenta um pedaço desse bolo de milho, você vai perceber o sabor do milho e até uns pedacinhos dos grãos na massa. Mas faz direitinho, experimenta com um café preto recém passado", defende o chef-executivo. 

A equipe é afinada, como tem que ser. O respeito pela figura do chef-executivo foi conquistada com o tempo. Se percebe a hierarquia e mesmo o respeito e o carinho da equipe de Salão e de Cozinha por simples gestos como um "Bom dia" e a felicidade dos funcionários em estarem trabalhando junto ao chef. 

Atento. Em minha conversa com ele nas explicações a mim aos detalhes de como funcionava cada parte da Cozinha, atento em todos os cantos. Um olho no gato e outro no peixe. "- O senhor gostaria de experimentar um pedaço de bolo de milho? Recém saiu.", pergunta à um dos hóspedes. Bolo de milho artesanal do Royal Tulip Brasília Alvorada, uma experiência única de hotel de grande porte com gostinho de comida da fazenda. Experimente. 

 

Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada 

SHTN Trecho 1 Blocos C Conj. 1 - Asa Norte, Brasília - DF, 70800-200
 
 Fone: (61) 3424.7000
 
* Todas as fotos contém legenda. 
 
 
 
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

Federal Buffet: a dinâmica por trás de uma equipe ágil e de bom gosto

Tive o prazer de conhecer na última semana de perto o trabalho do Federal Buffet, na capital do país. Uma turma que não brinca em serviço. Um empresário que mexeu muito tempo com logística e aparelhamento em buffets; outro empresário que foi responsável por compras em uma grande rede de supermercados - entende tudo de perecíveis - e um chef de cozinha muito criativo e de trabalho sério, que já trabalhou com grandes chefs em Brasília. Juntaram-se, afinal poder de fazer bem feito tinham. Menos de dois anos, mas no circuito brasiliense mostrando que a soma de talentos, multiplica. 

Conheço muitos buffets, ingredientes de qualidade, geram pratos de qualidade. Isso é natural. Sempre falo disso no Giro Gastronômico, se você se preocupa com os ingredientes que usa, seu resultado final já tem 50% de chance de dar certo. Os outros 50% são talento da Cozinha e talento da equipe de Salão de não deixar nada chegar frio à mesa. Ou o que tem que ser frio, que chegue do jeito que tem que ser. Treinamento, puxada de orelha quando deve dar, comemoração quando tem que se comemorar. Percebi isso nos sócios e no chef-executivo do buffet. "- Tá, e se um dos ingredientes naquele dia não estiver como tem que estar?", pergunto para um dos sócios. "- Sugerimos a mudança de entrada ou prato para o cliente, mas não fazemos algo que fuja da qualidade e possa interferir na marca que estamos construindo", ele me responde. 

Garçons veteranos, garçons novos, cumins que ainda estão aprendendo, mas direto no circuito, já suando a camisa no dia a dia, assim se desdobra a equipe de Salão do buffet. E as equipes de Cozinha e Salão sabem o que fazem: eles que alimentaram gente de tudo que é canto do mundo no Fórum Mundial das Águas, em Brasília, no último ano. Simplesmente, 4 mil pessoas. Eu me arrepio com o ballet de garçons saindo de cozinhas profissionais em eventos de grande porte, aquela fila indiana de um garçom atrás do outro com bandejas coloridas carregando entradas, pratos principais, sobremesas, bebidas, enfim, um ballet muito bem orquestrado. 

Mas, segundo os sócios, não apenas de grandes eventos o Federal Buffet se mostra presente, apesar de terem muitos clientes que vão de bancos até empresas estatais. Eles destacam que tudo é dialogado com potenciais clientes para eventos mais reservados também. Um casal muito simpático estava degustando o que escolheriam para o casamento no dia que estive com as equipes do buffet. Quando o noivo me disse que era meu ouvinte, quase sento junto à mesa para ajudar a escolher o cardápio do casamento. 

Os empresários Renato Vieira e Emerson Borges e ainda o chef-executivo Uedson Cunhas Alves não vieram ao mundo para brincadeira. Se continuarem com a paixão que têm pela gastronomia, competência e o sorriso sempre estampado no rosto, vão ter muitas datas para brindar. 

 

Federal Buffet

Clube de Engenharia - próximo à 2a Ponte (Costa e Silva) 

(61) 3226.6411

Facebook: Federal Buffet 

Instagram: @federalbuffet

 

* Todas as fotos legendadas. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Catena Zapata: referência mundial em vinhos argentinos

Pioneirismo. Essa é a palavra que pode definir a vinícola argentina Catena Zapata. A família investiu em pequenas propriedades no começo em que ninguém acreditava. Dedicação, perseverança, investimentos em irrigação. Hoje é considerada uma das melhores vinícolas argentinas frente ao mundo.

Conforme a revista Wine Spectator – uma das mais importantes publicações mundiais referentes ao mundo do vinho – “trata-se do líder inquestionável de qualidade na Argentina”.

O Brand Manager da Catena Zapata, Marcelo Vilhena – sim, paulista, o brasileiro tem a responsabilidade de levar em detalhes o que é e o que significa a Catena Zapata para o mundo – apresentou no novo restaurante Primus Boutique de Carnes, em Brasília, vários rótulos da empresa argentina e a importância deles não só regionalmente, mas nas exportações.

Entre os rótulos apresentados estavam o Angelica Zapata Chardonnay 2015. Um varietal 100% elaborado com uvas brancas Chardonnay, provenientes do vinhedo Adrianna, localizado na região de Gualtallary, em Tupungato. Fermentado em barricas de carvalho francês com leveduras selecionadas e temperatura controlada por 20 dias pelo menos. Matura em 11 meses em barricas de carvalho francês, sendo 73% delas novas. Tranquilo, um vinho branco de personalidade que pode envelhecer de 5 a 10 anos e ideal para acompanhar peixes, frutos do mar e bacalhau. Teor alcoólico de 13,5%. Uma curiosidade: o vinhedo Adrianna é considerado o primeiro Grande Cru da América do Sul, localizado a 1480 metros de altitude. O que significa isso de Grande Cru, Rogério? Classificação francesa para vinhos provenientes de uvas excepcionais, que vai gerar, é claro, vinhos excepcionais.

 

Outro rótulo apresentado foi o Catena Cabernet Sauvignon 2016. Da região de Mendoza. Um vinho elaborado com 100% de uva tinta Cabernet Sauvignon, de teor alcoólico de 13%. Vinhedos de La Pirámide, dentro de Mendoza, com 940 metros de altitude e também região de Domingo – 1.130 metros de altitude. Elaborado por vinificação tradicional com rígido controle de temperatura. São 12 dias de fermentação e cerca de 29 dias de maceração. No caso da maturação, 12 meses em barrica de carvalho, sendo 80% francesas (30% delas novas) e 20% americanas (100% novas). Um vinho que aguenta envelhecimento de 5 a 10 anos. Legal para acompanhar carnes grelhadas e cordeiro.

 

Elegante. É ele, o Angelica Zapata Cabernet Franc 2013. Um vinho muito disputado pelos conhecedores dos melhores tintos da Argentina. Sua elegância chega a lembrar alguns dos famosos vinhos de St Emilion, em Bordeaux – a famosa região produtora de vinhos na França. Feito com 100% uvas Cabernet Franc, de teor alcoólico 13,5% que passa praticamente despercebido, de tão harmônico que está o vinho. Vinhedos de grandes altitudes, La Pirámide e Altamira, com rendimento limitado e colheita manual das uvas. Maturação de 18 meses em barrica de carvalho sendo 85% francesas (50% delas novas) e 15% americanas (25% novas). Vinho que segura o tranco: aguenta mais de 10 anos de envelhecimento sem perder sua majestade. Harmoniza muito bem com carnes grelhadas e também o charme das carnes de aves escuras.

 

DV Catena Malbec-Malbec 2014 – um rótulo elaborado exclusivamente para o exigente mercado argentino, afinal é Malbec, uva símbolo do país. Por outro lado, nada do que é bom, fica escondido, dominou o mercado internacional. 100% elaborado com a potente Malbec. Mostra grande complexidade resultado do uso dos vinhedos de Angélica, Lunlunta, La Pirámide e Agrelo. Colheita feita manualmente. O vinho amadurece por 18 meses em barrica de carvalho francês, sendo 50% delas novas. Segura o tranco em envelhecimento, tranquilamente, por mais de 10 anos, evoluindo cada vez mais na garrafa. Como é um Malbec de moral, precisa de pratos mais presentes também, como bife ancho, filet mignon, paleta de cordeiro e até um bom hambúrguer artesanal. Para convencer você sobre esse Malbec: na Argentina é considerado como uma das maiores referências da uva no país.

 

Catena Alta Malbec 2014 – Outro rótulo da Catena Zapata elaborado 100% com a potente uva Malbec argentina, questão de orgulho para o povo argentino. Intenso e concentrado, de teor alcoólico de 13,5%. Para a revista Wine Spectator, um dos “100 Melhores Vinhos do Mundo” por três anos consecutivos. Proveniente de lotes selecionados da região de Mendoza, com maturação de 12 meses em carvalho francês (sendo 50% barricas novas). Um vinho que também pode passar de 10 anos evoluindo tranquilo na garrafa. Harmoniza muito bem com carnes grelhadas.

 

Uma bela curiosidade, o Graham´s Six Grapes. Um Porto, sim, um vinho do Porto elaborado para a Catena Zapata pelos hábeis portugueses. É um Ruby Reserva elaborado a partir de uvas provenientes dos mesmos vinhedos que dão origem aos Porto Vintage, os vinhedos de Quinta dos Malvedos e Quinta das Lages. Maturado entre 4 e 5 anos em grandes tonéis de carvalho. Um vinho para finalizar a refeição, acompanhando queijos e chocolate, sim, combina bem, por exemplo, com uma bela mousse de chocolate. Segundo especialistas, entre eles o enólogo Robert Parker e Michael Broadbent, a tradicional Grahm´s portuguesa, é a melhor e mais reputada casa da região do Porto.

 

Os rótulos da Catena Zapata são trazidos para o Brasil pela Mistral Importadora.

 

 

  

 

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